Quem, entre os animemaníacos por aí, não curte uma boa história na qual misturam-se elementos como romance, ação e comédia? Quem, entre os “cuecas”, não curte uma história onde o mocinho salva a garota e se torna seu cavaleiro de armadura, e ela, apesar de não demonstrar, sente tanto amor por ele que quase pula no seu pescoço o tempo todo? E as senhoritas, será que não curtem este tipo de história também?
Pois para quem curte, ainda existem (sim, ainda existem!) animes ótimos por aí, e um deles, com certeza, é Full Metal Panic.
Apesar do nome, que a princípio dá uma idéia bem diferente do anime (Completo Pânico de Metal – mamãe, eu tô com medo!! ^__^), Full Metal Panic é um anime que tem o seguinte enredo principal: uma organização secreta, chamada Mithril, tenta impedir um vilão-terrorista-reencarnação-do-demo, conhecido como Gaul, de conseguir aprisionar os “Whispered”, pessoas que conhecem e experimentam visões onde lhes são mostradas tecnologias (Black Technology) acima do nosso tempo (uma espécie de super-dotados), dando, assim, poder para quem conseguir obter as informações de dentro de suas cabecinhas. É aí que entram nossos personagens principais. Sem querer resumir muito a história (mas já resumindo), nosso Sargento Sagara Sousuke, junto com dois de seus camaradas, tem que se infiltrar na escola de Kaname Chidori, nossa bela-confusa-geniosa protagonista, e impedir a sua captura pela organização de Gaul.
Bom, isso é apenas o começo, mesmo, da série, que segue assim até o 8º episódio, quando outras coisas entram em questão, tendo até um episódio onde nossa amiga Chidori nem é mencionada, e concentrando-se inteiramente ao redor de nossos colegas militares e sua base (que, se não mencionei, é um submarino).
Pontos Fortes:
A série tem muitos pontos fortes. Por ser uma série de Tv, FMP é, na minha opinião, muito bem feita e muito bem produzida. Os personagens são profundos, mas não muito. Podemos citar como exemplo a capitã do submarino, que é apaixonada pelo nosso colega Sagara, e a relação entre Sagara e Chidori, que passa muitas vezes do hilário ao ridículo, indo ainda ao ternamente balanceado (como, por exemplo, quando ele chega de uma batalha e senta-se ao lado dela. Em silêncio, em um corredor, os dois nem chegam a se abraçar, mas percebemos quanto amor tem ali).
Pontos Fracos:
Como sempre, há os pontos fracos, que têm de ser pesados também. Ao meu ponto de vista, não é uma série que balanceia muito bem os elementos “shounen” e “shoujo”. No início há uma química legal, mas depois há muito mais espaço para batalhas intermináveis entre Mechas (tem uma delas que dura três episódios!!) e o espectador fica naquela: “Mas cadê a Kaname ?”; “E o que vai acontecer com Sagara e ela?”; “O que aconteceu com aquele clima que há no início dos episódios, onde parece que a história vai se desenvolver ao redor de Sagara e de sua incapacidade completa em se relacionar com outras pessoas de maneira casual, sem mencionar nomes de armas e jargões técnicos militares, enquanto deixa a Chidori louca da vida???”.
Há muitos clichês, também, como o personagem de Kurz, amigo de Sagara, que é uma espécie de Johnny Bravo dos animes (é incrível como nada se cria, tudo se copia!!!).
Também há outro erro, bem marcante: de repente, os “Whispered” não são mais citados na história (a bem da verdade, só são citados umas duas ou três vezes, nos primeiros episódios, e uma vez no 22), e toda aquela procura desenfreada de Gaul dá lugar a “coisas-mais-comuns-que-terroristas-fazem”, como vender arsenal nuclear para países pobres, e este tipo de coisa. Qualé? Quer dizer que os “Whispered”, na verdade, eram só 4? E eram justamente aquelas pessoas ao redor das quais o anime se concentra? Não existem mais pelo resto do mundo?? Pow, deixou faltando esta explicação aí….
Fonte: Animehaus
Ano após ano, os fãs de animação são contemplados com inúmeras obras memoráveis. E, embora sejamos brindados com uma enxurrada de coisas interessantes, sempre é possível eleger uma, que se ergueu, ainda que apenas um degrau, acima das demais. Em 95, tivemos o poderoso Evangelion da Gainax. Em 97, o aclamado Berserk, animação baseada em um dos mangas de maior sucesso da história. Em 2000, o magnífico BoogiePop Phantom deixou todos pasmos. Em 2003, foi a vez da (deveras agradável) surpresa Kimi Ga Nozomu Eien.
“Fate/Stay Night” é uma série de TV formada por 24 episódios, exibida durante esse primeiro semestre de 2006, no Japão. A produção é baseada na franquia de jogos hentai (eróticos) da empresa TYPE-MOON. A versão animada foi produzida pelo Studio Deen, responsável também por animes como Read or Die e Aishiteruze Baby.